Hoje não vou escrever sobre a ELA nem sobre acessibilidade. Quero abrir um espaço para falar de algo ainda mais íntimo: a despedida da minha avó Milza, que partiu na segunda-feira, 6 de julho de 2026, aos 100 anos de idade. Há pessoas que atravessam a vida deixando lembranças. Outras deixam um legado. Minha avó pertence a esse segundo grupo. Foi uma das maiores referências que tive, um exemplo de coragem, independência e generosidade que ajudou a moldar quem sou e que continuará iluminando meu caminho.

Ela estava muito distante do estereótipo de avó da minha geração. Era uma mulher inquieta, enérgica e à frente do seu tempo. Construiu uma trajetória profissional de sucesso, casou-se relativamente tarde para os padrões da época, tocava violão, falava inglês, aprendeu a dirigir quando pouquíssimas mulheres sabiam, cultivava uma vida social agitadíssima e fazia do ato de ajudar os outros um hábito, nunca uma exceção.
Quando criança, minha avó e sua família moraram em diferentes cidades do sudeste e do sul do Brasil, por causa do trabalho de seu pai. Terminados os estudos, Milza fez a Escola Normal Caetano de Campos, instituição para formação de professores, no icônico edifício na Praça da República que hoje sedia a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. Depois da experiência profissional como professora, foi trabalhar na previdência social, que atualmente é o INSS, mas na época era o IAPC (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Comerciários). Como se destacou bastante, depois de pouco tempo se tornou a chefe do setor, comandando muita gente. Com seu salário, comprou um imóvel que alugava, lhe proporcionando uma renda extra. Foi no trabalho que ela conheceu meu avô Arnaldo, que foi na previdência resolver o problema de aposentadoria do seu pai. Como o caso era muito complexo, minha vó ficou responsável e meu avô precisou voltar diversas vezes até a questão ser resolvida. Assim começou uma linda história de amor e união que durou 60 anos, até meu avô falecer aos 88 anos.

Eles se casaram em 1954, Arnaldo com 29 anos, Milza com 28, sendo que ambos nasceram em 1925. Tiveram 4 filhos, três com um ano de diferença – Júnior, Cristina e Murilo – e um 6 anos depois – Fábio, quando minha vó já tinha 37 anos. Juntos, meus avós construíram um bom patrimônio, proporcionando uma vida confortável para todos e permitindo ajudar muita gente. Meu avô era engenheiro do Departamento de Águas e Esgoto do governo de São Paulo (DAE), que deu origem à Sabesp, e no tempo livre construía imóveis. Entre eles uma grande casa na Vila Madalena para morarem, com piscina, quadra e salão de festas, onde celebraram inúmeras datas de aniversário a réveillon, com centenas de convidados. Meus avós eram muito agregadores e gostavam de casa cheia, até para saberem quem eram os amigos dos filhos. E foram uma das primeiras famílias do bairro a ter telefone, que era usado por toda vizinhança. Minha avó, como era uma das únicas mulheres a dirigir e ter carro nos anos 60, era uma espécie de motorista dos vizinhos, levando as pessoas a hospitais e aulas.
Meus avós tinham uma vida muito boa e confortável, mas se tem uma coisa que minha avó não tolerava é desperdício. Qualquer pessoa que desse um pequeno vacilo – como deixar a luz acesa ou a tv ligada em um ambiente onde não estava, deixar a água ligada enquanto escovava os dentes ou colocar muita comida no prato e não comer tudo – levava um longo sermão da vovó. Ela falava sobre gasto de dinheiro, responsabilidades e meio ambiente, quando o tema ainda não estava na moda.

Cresci escutando inúmeras histórias que meu avô e minha avó gostavam de ajudar muita gente. Além de ajudarem a construir a Igreja da Vila Madalena, ajudavam o Padre Willy, um padre holandês muito divertido, que tinha um patronato rural em Minas Gerais. Promoviam bingos beneficentes e encontravam empregos para as empregadas domésticas que ele trazia para trabalhar em São Paulo. Vários caseiros moraram na casa deles e só saíam depois de adquirir a casa própria. Minha avó, muito ativa na Oficina de Santa Rita, além de fazer costuras e tricôs para pessoas vulneráveis, cedeu uma garagem de casa para ser a sede da instituição. Meu avô, sensível a história de um senhor que morava na rua, construiu uma casinha para ele em um terreno de sua propriedade e ele, como forma de agradecimento, retribuía com as verduras que ele plantava e vendia para sobreviver. Tinham vários afilhados e gostavam de ajudá-los nos estudos para que pudessem caminhar com as próprias pernas e progredir. Falando em educação, eu vi várias vezes minha vó ensinar a ler e escrever um funcionário do prédio que era analfabeto. Minha avó era exigente e dava muitas broncas, mas o funcionário ficou eternamente grato.
De tempos em tempos eles recebiam visitas inesperadas dessas pessoas que tinham ajudado e que, passados os anos, vinham agradecer por eles terem mudado a vida deles. Minha avó dizia que não davam o peixe, mas preferiam ensinar a pescar.

Eu sempre fui muito próximo dos meus avós e, principalmente, da minha avó. Quando a casa da Vila Madalena foi desapropriada pela prefeitura de São Paulo para virar uma escola municipal, eles se mudaram para um apartamento na Rua Padre João Manoel, no mesmo quarteirão onde morávamos. Então, a partir dos meus 4 anos, ir pra casa da vovó era simplesmente atravessar a rua. Além disso, passava todas as férias na companhia dos meus avós. Janeiro e fevereiro ficávamos na casa de praia, em São Sebastiao, no litoral paulista, e julho passávamos na casa deles no sítio do tio Fábio, em Aguaí, interior do estado. Quando morei na França e nos Estados Unidos com minha família, e no Canadá de intercâmbio na casa do tio Murilo, meus avós passaram longos períodos conosco. Nas três ocasiões viajamos bastante e eles, apesar de serem os mais velhos, eram os que tinham mais disposição para sair, tanto logo cedo para explorar a cidade, como à noite para jantar fora. Quando morei em Barcelona, eles não foram me visitar, mas minha avó ligava praticamente todos os domingos para conversarmos.
Minha avó era muito comunicativa, puxava assunto com as pessoas em qualquer lugar, e quase sempre começava a conversa dizendo “Eu tenho 4 filhos e 9 netos”. Quando estava viajando pra fora, especialmente nos Estados Unidos e Canadá, gostava de praticar inglês, já que falava relativamente bem. Geralmente ela alegava que eram as pessoas que puxavam assunto com ela, e a gente brincava que ela ficava encarando as pessoas com cara de “Talk to me” (Fale comigo). Os passeios com ela eram diversão garantida.

Outro período em que fiquei ainda mais próximo dos meus avós foi durante os 4 anos da faculdade. Como já tínhamos nos mudado pra Alphaville, que é longe, e a faculdade (FGV-EAESP, ou simplesmente GV) era perto da casa dos meus avós, direto eu dormia lá. Até a chave do apartamento deles eu tinha, já que muitas vezes estavam viajando.
Uma vez o Diretório Acadêmico da GV organizou um evento no auditório da faculdade onde diferentes alunos poderiam mostrar seus dotes artísticos. Eu ia tocar piano e violão com amigos da minha sala. Quando comentei com minha avó, ela logo disse que iria com meu avô. Eu respondi: “Claro, será um prazer receber minha vovozinha na faculdade”. Na noite do evento, com o auditório lotado, um pouco antes de começar minha avó chamou um cara da organização que estava com microfone e falou pra todos: “Eu sou Milza, a vovozinha do Ricky. Vim prestigiar meu neto, que é um artista talentoso desde pequeno”. Todos riram e aplaudiram. Na hora eu achei o maior mico, mas virou uma história engraçada para lembrar.
Não fui só eu que pagou mico com a vovó. Em 2007 minha irmã Lili se mudou para a Irlanda para trabalhar em uma empresa de consultoria hoteleira. Mesmo estando com 82 anos, meus avós foram visitá-la. Durante a semana, Lili saía para trabalhar e eles para fazer turismo. Um belo dia a recepcionista do escritório falou pra Lili que ela tinha visitas. Meus avós descobriram o endereço da empresa e foram encontrá-la. Até o presidente da empresa minha avó quis conhecer. Lili, que estava na empresa há pouco tempo, morreu de vergonha na hora, mas se divertiu contando depois.

Agora, relembrando as histórias da minha avó, vejo o quanto ela era uma cidadã atuante, que se fazia presente quando defendia seus direitos e o direito de todos. Adorava escrever cartas para reclamar, reivindicar ou elogiar serviços públicos ou privados. Uma vez minha mãe deu de presente de aniversário para ela uma pasta para que colocasse todas as cartas escritas para ministros de governo, prefeitos, secretários, diretores de bancos e de empresas etc. Até para o papa ela escreveu. São dezenas de cartas que, na maioria das vezes, ela recebeu respostas e até convites inusitados com o da inauguração da Nespresso, bem na frente do apartamento deles no bairro dos Jardins, em São Paulo. Quando soube que iriam derrubar um pé de Ipê amarelo, que todos os anos ela via florido pela janela do apartamento, não teve dúvida: escreveu uma carta poética para o Presidente da Nestlé Ivan Zurita. Ele não só respondeu a carta, dizendo que não iriam cortar o Ipê amarelo, como convidou-a para a inauguração e leu a carta para o público, lotado de artistas famosos e empresários de peso. Diante de tamanha homenagem, nem precisa dizer que ela era o “marketing” ambulante da Nespresso, convidando todas as amigas para tomar cafezinho por lá, levando sempre a pasta de cartas com as novas respostas que recebia. Minha tia disse que a vovó foi uma grande “influencer” da época dela!
Além de escrever cartas, vovó tinha muitos outros hobbies e interesses. Tocava violão e eu sempre pedia pra ela tocar a música “Fiz uma Viagem”, da Inezita Barroso, que ela me apresentou. Ela também adorava jogar baralho e isso era um programa em família frequente com meus avós. Eles tinham uma agenda social lotada com almoços beneficentes, jantares do Lions Club, festas, inaugurações e encontros com amigos. Também gostavam de sair para dançar. Minha avó entendia bastante sobre frutas e no sítio, em Aguaí, tinha um pomar com diversas árvores frutíferas, de carambola a lichia. Falando nisso, ela sempre teve uma alimentação saudável, com muita salada, frutas e legumes, o que certamente contribuiu para superar os 100 anos de idade, sem tomar remédio e com exames perfeitos.
Meu diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), em 2008, abalou muito a vovó. Quase sempre que nos encontrávamos, ela dizia algo como: “Eu não me conformo Ricky. Justo você, um rapaz responsável, trabalhador, honesto, inteligente, bonito, educado. Tem tanta gente ruim no mundo que não acontece nada. Não me conformo”. Eu estava mais acostumado com as broncas da minha vó que com elogios, mas depois do diagnóstico isso mudou. Ela passou a ficar mais atenta e preocupada comigo, sempre dizendo que meus braços e pernas estavam muito frias. Meus avós passaram a nos visitar todo domingo, no início com minha avó dirigindo, apesar de ter 84 anos e precisar pegar estrada para chegar em Alphaville. Em 2013 meu avô faleceu de câncer, o que deixou Milza sem chão. A vida deixou de fazer sentido pra ela.
Depois da partida do meu avô, continuei vendo minha avó com certa frequência, mas isso parou totalmente na pandemia. Ela ficou mais fraca e com um pouco de Alzheimer, parando de sair de casa. E como seu prédio não tinha acessibilidade para a cadeira de rodas motorizada, também não pude visitá-la. Com o tempo, vovó passou a ficar boa parte dos dias com os olhos fechados, falando coisas incompreensíveis, sem reconhecer a maioria das pessoas e sendo cuidada pela antiga caseira de quando moravam na Vila Madalena. Isso foi até dezembro de 2025, quando ela completou 100 anos e eu estava determinado a encontrar uma solução para participar da celebração em seu apartamento. Tive que adaptar uma cadeira menor, desconfortável, manual, mas valeu a pena. Surpreendentemente ela estava acordada, com seus lindos olhos azuis abertos, reconhecendo as pessoas, e colocando sua mão na minha. Foi muito emocionante, uma espécie de despedida pra mim. Agora em julho ela deu sinais que ia fazer a passagem, permitindo que filhos e netos fossem se despedir.

A vida da minha avó Milza me ensinou que o verdadeiro sucesso não está no patrimônio que construímos nem nos cargos que ocupamos, mas nas pessoas que tocamos e nas oportunidades que criamos para que elas cresçam. Ela viveu intensamente, amou sem economia, trabalhou com dedicação, indignou-se diante das injustiças, cuidou do meio ambiente antes que isso se tornasse uma preocupação coletiva e fez da generosidade um modo de viver. Seu exemplo continuará me inspirando todos os dias, lembrando que cada um de nós pode deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrou. Se você teve a felicidade de conviver com a dona Milza, convido-o a compartilhar nos comentários alguma lembrança ou história marcante. Tenho certeza de que há muitas outras que eu nunca ouvi e que merecem ser preservadas.
A minha avó se foi, mas seu legado permanece vivo. E eu tenho um privilégio que poucos têm: continuar convivendo diariamente com a sua cópia. Minha mãe herdou da vovó Milza a força, a generosidade, a coragem, o espírito inquieto e essa vontade permanente de cuidar das pessoas. Em muitos momentos, basta olhar para ela para enxergar um pouco da minha avó novamente. Por isso, embora a saudade seja imensa, encontro conforto na certeza de que o amor, os valores e os ensinamentos da vovó continuam presentes na nossa família. Pessoas extraordinárias nunca partem por completo. Elas seguem vivendo naqueles que tiveram a felicidade de aprender com elas.




Respostas de 38
Maravilhoso e muito sensível seu depoimento, Rick!! Que Deus a receba de braços abertos 🙏🥺😢❤️Seu avô já está no céu esperando por ela! Minha mãe era muito amiga da sua avó ♥️♥️♥️Vão se reencontrar e papear muito dando risadas 🤭 bjs a todos
Maria Thereza, muito obrigado pelo carinho. Fiquei emocionado ao ler sua mensagem. Tenho certeza de que minha avó e meu avô já estão juntos novamente, e imaginar esse reencontro aquece o coração. Que privilégio saber que sua mãe fez parte da vida dela. Obrigado por compartilhar esse carinho conosco. ❤️
Que linda homenagem! Que bom que tudo isso ficou em sua vida!
Ricky, já na metade da leitura, comecei a ver minha amiga Cristina na descrição da sua avó; e, no final do texto, vc confirmou isso.
Sim, sua avó deixou um grande legado: LEGADO É O QUE DEIXAMOS NAS PESSOAS.
Izilda, muito obrigado pelas palavras tão bonitas. Fiquei feliz que você tenha percebido essa semelhança com a minha mãe antes mesmo de eu mencioná-la. É exatamente isso que mais me emociona: ver que o legado da minha avó continua vivo através dela. E adorei sua definição: “legado é o que deixamos nas pessoas”. Vou guardar essa frase comigo.
Linda homenagem!!
Realmente D Milza é admirável!!!
Só tenho a agradecer o carinho dela por mim e pela minha família, quantos bons momentos juntos , na praia , no sítio , enfim primo vc me fez lembrar de doces e maravilhosos momentos!
Atualmente teria milhões de seguidores rsss
Obrigada!
Dani, muito obrigado! Adorei ler suas lembranças. Minha avó realmente tinha esse dom de fazer todo mundo se sentir parte da família. E você tem razão: hoje ela certamente seria uma influenciadora de sucesso, espalhando alegria e reunindo pessoas por onde passasse. Que bom que ela deixou tantas boas memórias para todos nós.
Linda homenagem. Me lembro sempre de meus pais elogiando seus avós.
Muito obrigado, Elisa! Que bonito saber que seus pais guardavam uma lembrança tão positiva dos meus avós. Isso mostra como o carinho e a generosidade deles marcaram tantas pessoas. Fico muito feliz por você compartilhar essa recordação.
Linda homenagem à memória de sua avó.Qtos momentos bons viveram juntos e que boa recordação vc ficou da sua vozinha .Lindo texto e bela homenagem vc fez para ela .
Muito obrigado pelo carinho, Maria Antonieta. Sou muito grato por ter convivido tantos anos com minha avó e por carregar tantas lembranças felizes dela. Escrever esse texto foi uma forma de agradecer por tudo o que ela representou em minha vida.
Parabéns, pela homenagem. D. Milza e Dr Arnaldo sempre foram muito acolhedores. Eu considero que D. Milza e minha mãe, Angela, eram irmãs e fui tratado como filho, tanto na casa da Rua Harmonia como em temporadas de férias em Águas da Prata pelos seus Avós ! Lembro-me que o Vovô era muito sortudo em bingos, ganhando muitos prêmios pois era confiante, levantava antes e o bingueiro perguntava se tinha feito bingo e ele: “Não, mas você vai cantar a minha pedra” e que também levou várias vezes o Fábio e amigos ao Playcenter (quando meu pai deixava eu ia). Lembro-me também, que o irmão da Vovó trabalhava fazendo provas de sorvetes e para não jogar fora o pote pois só usava um pouco para teste, a geladeira da D. Milza era repleta de sorvete o ano inteiro. Bons momentos vividos com esta família !
Glauco, que presente foi ler seu comentário! Essas histórias do bingo, do Playcenter e da geladeira cheia de sorvetes são maravilhosas e ajudam a completar esse grande mosaico de lembranças da minha avó e do meu avô. Muito obrigado por dividir essas memórias conosco. Tenho certeza de que eles ficariam felizes em saber que proporcionaram tantos momentos inesquecíveis.
Linda história digna de servir de exemplo.
Parabéns para que escreveu esta linda história real.
Muito obrigado, Luiz! Fico muito feliz que a história da minha avó possa inspirar outras pessoas. Ela viveu de uma forma que realmente merece ser lembrada e compartilhada.
História linda e real, digna para servir de exemplo para muitas pessoas , parabéns para quem escreveu e publicou.
Rick que linda a sua homenagem … Não me lembro dela, mas sua mae a Cristina é uma querida e tem uma força inexplicável, sou muito fã dela.
Suzana, muito obrigado pelo carinho! Minha mãe realmente herdou muitas das qualidades da minha avó, e me sinto privilegiado por conviver diariamente com esse legado vivo. Tenho muita sorte de ter essas duas mulheres como referências na minha vida.
Maravilhosa história , linda e real .Sua avó foi tudo isso mesmo , tinha um amor por todos nós .Parabéns Ricky , pela história de sua avó Milza ..
Muito obrigado, Dininha! É muito bonito ver tantas pessoas lembrando do amor que minha avó distribuía e meu avô também. Minha mãe sempre conta as histórias da família, que você faz parte, prima.
Linda Homenagem e uma descrição perfeita da minha Madrinha, uma Mulher incansável, cheia de vida e que sentia profundo orgulho da Família que construiu com meu tio Arnaldo. Jamais esquecerei de suas risadas e telefonemas, anos a fio, no dia de meu aniversário, quando me colocava a par de suas aventuras mundo afora.
Suzana, muito obrigado pelo depoimento tão carinhoso. Adorei saber que você também guarda essas lembranças das ligações de aniversário e das histórias das viagens. Sua madrinha realmente tinha uma energia contagiante e um amor enorme pela família. Obrigado por ajudar a manter viva essa memória.
Parabéns Ricky que homenagem mais pura e sincera Realmente ela foi uma grande mulher e deixou seu legado para todos que puderam e tiveram o prazer do seu convívio Conheci sua avó muito pois morava na mesma rua e era e ainda sou amiga de colégio da sua mãe Realmente sua mãe herdou tudo da sua avó Generosidade Bondade Entusiasmo espírito de liderança entre outro bons predicados Vc é e sempre será um exemplo de resiliência Sua homenagem a sua vó em especial foi mais que marcante Foi um exemplo de amor Bjs Sônia Pirozzi Esteves
Sônia, muito obrigado pelas palavras tão generosas. Fiquei muito feliz em ler seu comentário. Você conheceu bem minha avó e minha mãe, então seu depoimento tem um significado muito especial para mim. Também acredito que minha mãe herdou a generosidade, a liderança e a alegria da minha avó. E muito obrigado pelo carinho comigo. Recebo suas palavras com muita gratidão.
Que beleza de texto, Ricky. Que familia exemplar vocês constituíram! Emocionante!
Silvia, muito obrigado pelo carinho! Fico muito feliz que o texto tenha transmitido toda a admiração que sinto pela minha avó. Ela foi um dos pilares da nossa família e continua nos inspirando todos os dias.
Ricky… que dom maravilhoso e fantástico !!
A mensagem para sua avó … além de linda é uma delícia de ler … você me lembra Saramago … parece que estou ouvindo sua voz (quando leio).Digo isso pois estou na 2ª parte do seu livro…
Realmente a Cris é igual a sua avó Milza … que mulheres fantásticas você tem a sua volta.
E que mensagem amorosa … é … “o cuore” sempre dando as regras da vida … parabéns pela mensagem, pela família e obrigada pelo livro que estou “capitulando” todas as noites ! Bjo
Elisa, que comentário emocionante! Muito obrigado por palavras tão generosas. Comparar minha escrita à de Saramago é uma honra enorme, muito maior do que eu mereço. Fico especialmente feliz em saber que você está gostando do livro e que minhas palavras conseguem transmitir a emoção que procurei colocar nelas. E concordo plenamente: minha mãe é, de fato, a continuação mais bonita do legado da minha avó. Muito obrigado pelo carinho de sempre.
Grande, Rick! Que história linda, o fato de ter contato com vocês e ouvir tantas histórias me deixa muito orgulhoso! Vocês são especiais pra mim, e lendo essa história de sua avó posso confirmar: ela deixou um legado! Deus abençoe sua família! Bruno Oliveira.
Bruno, meu amigo, muito obrigado! Suas palavras me emocionaram. É uma alegria saber que você se sente parte dessa história e da nossa família. Minha avó realmente deixou um legado que continua vivo em todos que tiveram o privilégio de conhecê-la. Um grande abraço!
Ricky, parabéns pelo seu texto, bem detalhado e completo!
Pude conhecer seus avós nos encontros familiares, e sempre achei D. Milza muito simpática e comunicativa.
E pela sua bela homenagem, vejo que além disso foi uma pessoa muito atuante, generosa, corajosa e solidária.
Ronaldo, muito obrigado pelo carinho! Fico feliz que você tenha conhecido meus avós e guardado uma lembrança tão positiva deles. Escrever esse texto também me fez descobrir ainda mais a dimensão da pessoa extraordinária que minha avó foi. Obrigado por compartilhar suas lembranças.
Linda homenagem!
Ao ler seu texto a gente sente o carinho com uma sensação que nao foram apenas familiares e amigos que perderam ,mas sim a sociedade!
Mas ficam as historias,lembranças, o legado como vc mesmo citou.
Bjs a todos e sintam meu carinho nessa passagem.
Renata, muito obrigado pelas palavras tão sensíveis. Gostei muito da sua reflexão de que não foi apenas a família que perdeu, mas também a sociedade. Acho que pessoas como minha avó deixam marcas que vão muito além do círculo familiar. Felizmente, permanecem as histórias, os ensinamentos e o exemplo. Obrigado pelo carinho.
Grande e bela homenagem.
Conheci o casal e sempre os admirei pela generosidade e simpatia.
Parabéns
Eduardo, muito obrigado! Que bom saber que você também conheceu meus avós e guardou essa lembrança da generosidade e da simpatia deles. Essas mensagens mostram que o maior patrimônio que eles construíram foram as pessoas que tocaram ao longo da vida.
Q lindo texto, amigo! As lembranças da sua avó são inúmeras. Mas, como sua amiga e que aprontava muito, lembro bem dessas broncas, ahahahah.
Sabrina, hahaha… adorei lembrar dessa fase! 😂 Minha avó era especialista em dar broncas, mas sempre cheias de carinho. Acho que todo mundo que conviveu com ela tem alguma história parecida para contar. Muito obrigado pelo carinho e por fazer parte dessas boas lembranças!
Ricky, não a conheci, mas vejo Cristina e você na genética desta árvore tão maravilhosa! Abraço carinhoso em todos os sortudos da família e um especial em você.